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29/09/2008 | Hacked By MANDRAKEDF

Grande parte dos pacientes adultos e mesmo crianças que procuram tratamento ortodôntico sofrem também de Doença Temporo-Mandibular. Muitos relatam dores musculares, limitação e desvio, além de ruídos articulares durante abertura e fechamento da boca. Podem ser incluídas ainda dores de cabeça, na nuca e no pescoço, e dores de ouvido. Sendo que sua causa pode estar relacionada a fatores psicológicos (estresse), parafunções orais (sobrecarga repetitiva), mordida torta por dentes deformados por quebra ou desgaste e desalinhados ou mesmo a simples perda de dentes, traumas recentes na cabeça, pescoço ou mandíbula e artrite. Há evidencias da origem das Doenças Temporo-Mandibulares no inicio do desenvolvimento dos ossos.
Embora o tratamento ortodôntico não possa ser responsabilizado pela causa ou melhora da disfunção, podemos aproveitar o período em que o paciente está sendo submetido ao tratamento ortodôntico para minimizar os sinais e sintomas.
O sinal mais freqüente nos casos de Doença Temporo-Mandibular é a presença de estalidos e/ou ruídos crepitantes em um ou ambos os lados. Quando associado com dor e interferência durante a movimentação o ruído grosseiro pode ser indicio de envolvimento de componentes da estrutura e ou um estagio de transição para um distúrbio degenerativo. Sons articulares isoladamente não indicam necessariamente uma condição patológica mas representa um indicio.
A procura por tratamento normalmente esta associada ao desconforto pela dor, zumbido, vertigem, alteração na audição, limitação de abertura bucal, estalos e estética dental, uma vez que os elementos dentais podem apresentar superfícies desgastadas não comuns à forma dental normal.
Dentre as parafunções orais, o bruxismo ou ranger os dentes, tem sido o hábito mais associado à Doença Temporo-Mandibular, seguido de hábitos como chupar dedo e chupeta, onicofagia (comer unha), interposição labial e deglutição atípica. A influencia de fatores emocionais no sistema mastigatório tem sido explicada por induzir atividades parafuncionais e por causar aumento da tensão muscular.
O caráter multifatorial da Doença Temporo-Mandibular dificulta a elaboração de uma estratégia de terapia preventiva, pois é como que impossível determinar até que ponto cada um dos fatores, isoladamente ou em conjunto, indicará objetivamente o desenvolvimento de uma Doença Temporo-Mandibular.
O tratamento pode ser o conservador, com a orientação ao paciente para evitar movimentos exagerados da mandíbula, fisioterapia e massagem nas regiões envolvidas, relaxamento mental e prescrição de analgésicos e antiinflamatórios. Tratamento reversível com placas de mordida previamente ao tratamento ortodôntico (quando a dor e estalo vêm acompanhados de má oclusão e espasmos musculares) associado a outros especialistas, e/ou cirúrgico.
O paciente com Doença Temporo-Mandibular deve levar em consideração uma alimentação adequada, exercícios físicos e desenvolver o equilíbrio emocional. Se o paciente apresenta outros problemas de saúde, eles devem ser tratados. 

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